A contribuição da tecnologia para a construção de um mundo melhor já é realidade. E, nesse contexto, a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês de Internet of Things) está situada como o futuro da Tecnologia da Informação e Telecomunicações, mobilizando o mercado de fabricantes e desenvolvedores de chips, softwares, sensores e demais tecnologias para a transmissão de dados dos dispositivos e aparelhos conectados entre si.

A estimativa é de que até 2020 cerca de 20 bilhões de objetos ou “coisas” estarão conectados em alguma forma de rede. Nesse cenário, segundo especialistas, o Brasil ainda tem condições de buscar o conhecimento necessário para se tornar um player importante neste segmento, desde que seja incentivado o desenvolvimento de novas plataformas que ofereçam facilidade de utilização e as funcionalidades necessárias para aproximar os consumidores das aplicações.

Com a finalidade de mostrar a importância da IoT para a sociedade em geral, apresentar as mais recentes tecnologias mundiais e contribuir para a consolidação da participação do Brasil no cenário da IoT, despertando na sociedade em geral a consciência da importância da IoT, o Fórum Brasileiro de IoT realiza nos dias 1 e 2 de setembro de 2016, em São Paulo, o 1Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Internet das Coisas.

Com o tema central “Smart World – IoT como base de um mundo melhor”, especialistas nacionais e Internacionais, acadêmicos, empresários, empreendedores, políticos e representantes de instituições públicas e privadas de pesquisa e fomento se encontrarão durante dois dias para discussão das principais tendências em IoT.

O programa completo pode ser consultado em www.iotbrasil.org.br/.

 

Temática

O tema central do congresso, como explica Gabriel Antonio Marão – presidente do Fórum Brasileiro de IoT desde sua fundação, em 2011 – será “Smart World – IoT como base de um mundo melhor” e está segmentado em cinco sessões, que tratam de aspectos específicos:

  • As grandes revoluções da IoT para transformar o mundo
  • As principais aplicações e serviços para melhorar a vida nas cidades
  • Alicerces da IoT para sustentar a inovação e o futuro
  • Governança e Ecossistemas de Inovação
  • Recomendações e desafios para IoT no Brasil e na América Latina

Nessas sessões as apresentações também enfocarão os gargalos ou desafios que se resumem a interoperabilidade, padronização, capacitação e formação de recursos humanos, disponibilidade de recursos para incentivar a pesquisa, inovação e desenvolvimento, disponibilidade de plataformas de apoio ao desenvolvimento e de infraestrutura de comunicações em padrões abertos.

A interoperabilidade, por exemplo, objetiva garantir que, com a evolução e surgimento de novas alternativas nas tecnologias, serviços e produtos, os investimentos já feitos continuem operando igualmente. Já os padrões também são fundamentais, para que os produtos e serviços sigam regras que permitam a oferta de produtos e serviços globalmente úteis, sem particularizarem as soluções. Nesse sentido, lembra Marão, “o Fórum organiza debates sistemáticos mostrando a necessidade de as instituições brasileiras darem mais valor aos padrões, acompanhando e propondo padrões nos mais renomados organismos de padronização nacionais e globais”.

A capacitação e a formação de recursos humanos para essas tecnologias também é um ponto nevrálgico, pois impede o desenvolvimento, no Brasil, da pesquisa e da inovação com abrangência e competitividades globais. Haverá ainda, espaço para análise e discussão de Políticas Públicas, que visa a mostrar as ações governamentais que estão sendo realizadas e que também são muito incentivadas e apoiadas pelo Fórum Brasileiro de IoT, que participa ativamente da Câmara de IoT iniciada no Minicom e agora sob responsabilidade do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O apoio a startups, espaços onde muitas aplicações de sucesso, é destaque, assim como a disponibilidade de plataformas de apoio ao desenvolvimento e também da infraestrutura de comunicações em padrões abertos que facilitem e incentivem os profissionais e as empresas interessadas em utilizar ou comercializar as aplicações e serviços baseados em IoT sem precisarem cuidar de todos os aspectos, em todos os níveis, para fazer os seus objetos se comunicarem e levar as informações até seus aplicativos.

 

O mundo smart

“Mais do que a simples somatória de objetos conectados à Internet, serão inúmeros os desafios necessários para que o mundo seja smart. A implementação da comunicação entre objetos é complexa quando o mundo, uma determinada cidade ou região não possuem infraestrutura adequada, com qualidade para sustentar seu crescimento econômico e tecnológico. Durante o congresso trabalharemos para fomentar esse debate amplo, atuando ao lado de quem desenvolve e de quem utiliza a tecnologia”, ressalta Marão, destacando que, devido à qualificação tanto dos palestrantes quanto dos congressistas, “o ambiente do congresso será muito produtivo para troca de experiências e desenvolvimento de relacionamentos e parcerias, assim como para divulgação de suas competências e busca de novos negócios, mercados e soluções”.

Ao longo desses cinco anos de atividade, o Fórum Brasileiro de IoT tem atraído os interessados e envolvidos com Internet das Coisas, sejam da academia, empresários e profissionais interessados em fazer negócios com IoT, empresários e profissionais interessados no uso de internet das coisas em suas organizações, pesquisadores e centros de pesquisa, órgãos de financiamento e apoio à inovação, órgãos de governo, entre outros. A cada ano, “promovemos cerca de quatro eventos por ano, seminários de meio período. O Congresso marca o início de uma nova fase e, esperamos, que seja repetido todos os próximos anos”.

 

Evolução e oportunidades

Entre os desafios do congresso está o debate sobre os caminhos para obter a adesão da sociedade em geral via entendimento de que  “IoT não é uma tecnologia, mas um uso integrado e inteligente de várias tecnologias que, a cada dia, estão evoluindo numa velocidade incrível, tais como RFID, sensores, cloud computing, big data e analytics, internet, redes, smartphones, câmeras, etc.”, explica Marão, destacando algumas conquistas significativas: “a Internet, por exemplo, já adotou a numeração padrão IPv6, que permite o número praticamente infinito de 340 undecilhões de IPs distintos, o que permite que cada coisa (sensor, smartphone, pessoa, animal, veículo, peça) tenha um IP único e seja, portanto, endereçável pela Internet, com capacidade de reconhecimento do ambiente em que se encontra e também de comunicação direta com outras coisas ou com aplicações, via rede”.

Confiante de que há grandes oportunidades para o Brasil assumir um papel de player global, capacitando-se em áreas de conhecimento onde possa ser competitivo e colaborando com outros players locais e globais nas áreas não escolhidas como foco ou ainda sem competitividade, o Fórum relaciona-se internacionalmente, principalmente com a Comunidade Europeia, e procura acompanhar os projetos e estratégias que estão sendo utilizados procurando participar colaborando, divulgando, debatendo. Também leva à Comunidade Europeia o que está acontecendo aqui no Brasil, fazendo o mesmo com instituições brasileiras, com vistas a motivar “trabalhos colaborativos aqui e lá, como ocorreu nos dois últimos eventos IoT Week: Lisboa (2015) e Belgrado (2016), sendo que deste último, a convite do Fórum, participaram representantes da USP, CPqD, Bndes, Finep”, relata Marão.

 

Serviço

  • 1Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Internet das Coisas
  • Data: 01 e 02 de setembro
  • Horário: 9h às 18h
  • Local: Centro de Convenções Frei Caneca
  • Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP

Inscrições devem ser previamente feitas no site www.iotbrasil.org.br